terça-feira, 28 de março de 2017

Inter vence o São José no Estádio do Vale




O Internacional conseguiu uma importante vitória fora de casa, neste domingo (26/03), em Novo Hamburgo. Em jogo válido pela 10ª rodada do Campeonato Gaúcho, o Colorado bateu o São José-POA pelo placar de 2 a 1, no estádio do Vale. Os gols foram marcados por Brenner e Roberson, para o Inter, e Canhoto, para o Zequinha. Com o resultado, o Inter chegou aos 14 pontos e ficou muito perto da classificação à próxima fase da competição. Na próxima rodada, a última da primeira fase, o adversário será o Cruzeiro-POA.

Colorado em busca de espaços

Nas primeiras movimentações da partida, o time colorado tentava trocar passes e procurar espaços no campo adversário. Mas o São José se feixava bem, povoando o meio de campo e buscando os contragolpes. A primeira jogada de perigo ocorreu aos 12 minutos. Roberson recebeu em profundidade pela esquerda, encarou Bindé e deixou o marcador para trás. No cruzamento, a defesa chegou antes de Brenner concluir e afastou para escanteio.

A resposta veio quatro minutos depois. Após pressão na saída de bola colorada, Rafinha escapou pela esquerda e procurou a inversão. A zaga colorada afastou parcialmente e bola ficou com Cláudio Maradona, que chutou forte pelo lado da meta de Danilo. O Colorado voltou a levar perigo aos 25 minutos. Depois de escanteio cobrado pela esquerda, D'Alessandro ficou com a sobra. O capitão cortou a marcação e chutou cruzado procurando o ângulo oposto, mas o chute saiu por cima.

O Colorado seguia buscando uma chegada mais efetiva. Anselmo arriscou de longe, mas o goleiro fez a defesa em dois tempo. Aos 37 minutos, quase aconteceu o primeiro gol. Uendel foi à linha de fundo e cruzou na medida para Brenner. O centroavante cabeceou firme, mas a bola passou raspando a trave direita. Pouco depois, Charles sentiu lesão e foi obrigado a deixar o gramado. Eduardo Henrique foi o seu substituto.

Insistência premiada



Na reta final do primeiro tempo, o Inter subiu de produção e tomou conta de vez da partida, chegando com maior perigo na área adversária. Aos 44 minutos, Eduardo Henrique escapou pela direita e cruzou para Brenner concluir, mas o o goleiro Fábio salvou de maneira incrível. Na sequência, o Colorado manteve a posse de bola e D'Alessandro cruzou de forma magistral na cabeça de Brenner, que só teve o trabalho de desviar para o fundo das redes: 1 a 0 para o Inter!

"Tive algumas chances antes, mas centroavante tem que manter a calma e ter frieza. No cruzamento, parece que D'Alessandro colocou a bola com a mão na minha cabeça e eu tive a felicidade de fazer", comentou o o artilheiro colorado na saída para o intervalo. Foi o 11° gol do matador na temporada.

Pressão aumenta

O time colorado voltou para o segundo tempo ligado no 220. Desta maneira, não demorou para o placar ser ampliado. Aos cinco minutos, D'Alessandro recebeu pelo flanco esquerdo e cruzou no segundo poste, onde Roberson fechava para completar e ampliar o placar: 2 a 0!



Pouco depois, Víctor Cuesta quase aumentou a vantagem. Em escanteio cobrado pela direita, o argentino subiu mais que a defesa do Zequinha e cabeceou firme, mas Fábio ficou com ela. Aos 18 minutos, Eduardo Henrique fez grande jogada pela direita, deixou seu marcador para trás e invadiu a grande área. O cruzamento procurava Valdívia, mas a defesa adversária conseguiu travar o chute do meia colorado.

São José desconta

Em desvantagem no placar, o Zequinha foi em busca da reação. Aos 23 minutos, Clayton deu belo passe e encontrou Canhoto livre. Frente à frente com Danilo Fernandes, o atacante não desperdiçou e deslocou o goleiro colorado. Pouco depois, um susto. Canhoto novamente recebeu com liberdade e chutou cruzado, mas Danilo se esticou para espalmar e fazer grande defesa.

Fotos: Ricardo Duarte

FICHA TÉCNICA

São José (1): Fábio; Bindé, Claudinho, Wagner e Dudu; Alberto (Jean Roberto), Felipe Guedes, Rafinha (Canhoto) e Clayton; Cláudio Maradona (Márcio Jonatan) e Paulinho. Técnico: China Balbino

Internacional (2): Danilo Fernandes; William, Paulão, Víctor Cuesta e Uendel; Anselmo, Charles (Eduardo Henrique), D'Alessandro e Valdívia (Gustavo Ferrareis); Roberson (Andrigo) e Brenner. Técnico: Antonio Carlos Zago

Local: Estádio do Vale

Gols: Canhoto, aos 23 minutos do segundo tempo (S); Brenner, aos 44 minutos do primeiro tempo, Roberson, aos 5 minutos do segundo tempo (I)

Arbitragem: Roger Goulart, auxiliado por Lúcio Beiersdorf Flor e André da Silva Bitencourt.

Cartões amarelos: Paulinho, Felipe Guedes e Márcio Jonatan (S); Anselmo, D'Alessandro e Brenner (I)


Fonte: Site oficial do INTER

quinta-feira, 23 de março de 2017

Inter empata com o Ypiranga e, nos pênaltis, conquista a Recopa Gaúcha

Placar levou a equipe de Zago aos 11 pontos, na sétima colocação do Estadual
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS 


Era um jogo para o Inter encaminhar a classificação para o mata-mata do Gauchão. Mas o empate em 1 a 1 com o Ypiranga em Erechim adiou, mais uma vez, uma sequência de vitórias para o time de Zago. Para os donos da casa, o resultado não o tirou da zona de rebaixamento. Como a partida valia pela Recopa, foi para os pênaltis. E aí deu Inter, 4 a 3.

Zago apresentou Cuesta em uma função diferente daquela que foi contratado. Para devolver Uendel ao meio-campo, o técnico escalou o argentino na lateral esquerda. Assim, D'Alessandro passou a integrar a linha mais avançada, próximo a Nico López. Brenner foi o centroavante.

O primeiro tempo não funcionou. Inter e Ypiranga fizeram um dos piores primeiros tempos do Gauchão. Até os 20 minutos, nenhum dos dois times tinham chutado uma bola sequer a gol. A única movimentação na ficha técnica da partida era a de cartões amarelos: Tairone fez falta em Anselmo, Paulão fez falta em Talles Cunha.

Depois disso, o Ypiranga começou a levar mais perigo. Mesmo assim, não concluía. No máximo, obrigava Danilo Fernandes a fazer intervenções, como a que dividiu com Kaio. Ambos desabaram.

No Inter, só D'Alessandro criava. O camisa 10, apesar de muito marcado, era o responsável por armar as jogadas. A precisão dos passes até embaralhava a defesa adversária, mas não havia sequência.

Aos 36 minutos, um lance polêmico: Brenner enroscou-se com o zagueiro e pediu pênalti, mas Anderson Daronco mandou seguir.

Quatro minutos mais tarde, quando o Inter finalmente havia entrado no jogo, levou um gol que mostrou toda a desatenção e a falta de comunicação da equipe. Um balão do goleiro Carlão atravessou o campo inteiro e ficou entre Léo Ortiz e Danilo Fernandes. Os dois não se entenderam e Talles Cunha apareceu entre eles, deu um leve toque e abriu o placar.

— Achei que a bola ia quicar e levantar mais, mas o campo está pesado e ele conseguiu chegar e tocar. Foi esperto — justificou Léo Ortiz.

Para o segundo tempo, Zago desmanchou o time original: Roberson entrou no lugar de Paulão, Cuesta foi para a zaga, Uendel voltou a ser lateral. Além disso, Valdívia substituiu Nico López. No Ypiranga, Guilherme Macuglia colocou o centroavante Michel no lugar de Michael.

A solução só começou a dar sinais de melhora aos 11 minutoos. Valdívia foi lançado pela direita e cruzou. A bola passou por todo mundo e chegou a Uendel, que driblou o zagueiro e deu para Roberson, quase sem goleiro, mas o atacante perdeu o tempo e errou a cabeçada. Consertou cruzando para o meio, onde Brenner chegou concluindo, mas em cima da defesa.

Aos 26, nova reclamação do Inter. Após cobrança de escanteio de D'Alessandro, Léo Ortiz cabeceou e Brenner completou para a rede. O auxiliar Fabrício Lima Baseggio marcou impedimento inexistente do atacante colorado.

Quatro minutos mais tarde, Uendel apareceu pelo meio e deu passe para Brenner chutar e Carlão defender. A pressão do Inter aumentou. Roberson passou por dois adversários e chutou de perna esquerda, por cima do gol. A outra chance saiu aos 36. D'Alessandro cobrou falta para a área e Léo Ortiz cabeceou por cima.

Aos 38, Roberson foi lançado pela direita e cruzou. Com o braço aberto, o zagueiro do Ypiranga cortou o passe. Pênalti. Quase três minutos mais tarde, Brenner cobrou com muita categoria e deslocou Carlão para empatar o jogo.

Os últimos instantes da partida foram mais intensos. Enquanto o Inter buscava a segunda vitória seguida, o Ypiranga assustava em contra-ataques. Em um deles, Michel chutou para fora. Do lado colorado, a oportunidade saiu em uma tabela de Uendel e Roberson. O lateral recebeu na área e, livre, botou ao lado do gol de Carlão.

Assim, a partida, que valia também pela Recopa, acabou decidida nos pênaltis.

Fonte: *ZHESPORTES

segunda-feira, 20 de março de 2017

Inter vence o São Paulo-RG e retorna à zona de classificação no Gauchão


Gol foi marcado por Nico López ainda no primeiro tempo
Foto: André Ávila / Agencia RBS 


Na noite de maior público do ano no Beira-Rio, aniversário de Fernandão e 350o jogo de D'Alessandro com a camisa colorada, o Inter venceu o São Paulo-RG por 1 a 0 e voltou à zona de classificação do Gauchão. O gol foi de Nico López.

Zago mandou a campo o time que treinou na sexta-feira, com D'Alessandro em uma linha com Dourado e Anselmo. À frente deles, três atacantes: Nico López, Brenner e Carlos. O São Paulo, por sua vez, teve os mesmos 11 titulares que venceram o Ypiranga no sábado anterior.

A postura defensiva do time visitante segurou o ímpeto ofensivo colorado nos primeiros minutos. Tanto que o Inter só conseguiu assustar o goleiro Roballo com dois chutes de fora da área do capitão. Aos 15, a primeira chance saiu quando D'Alessandro lançou Nico. O uruguaio driblou o zagueiro e chutou para dentro da área, mas a defesa salvou antes da chegada de Brenner.

O Inter seguiu na pressão, mas sem concluir, permitia algumas situações perigosas da equipe de Rio Grande, como uma cobrança de falta de Leomir que quase encontrou Adriano Lara na frente de Danilo. Por outro lado, D'Alessandro, com um toque, armou um ataque pela direita, que passou por Uendel na esquerda e chegou a Nico López, mas o chute foi travado por Diego Rocha.

Aos 36, Roballo salvou o São Paulo. William cobrou falta na cabeça de Brenner, mas o goleiro fez um milagre e espalmou.

No último lance do primeiro tempo, o gol. Brenner foi lançado, driblou o goleiro, mas perdeu o ângulo. Com calma, o centroavante encontrou Nico na área pequena. O uruguaio só empurrou para a rede.

Do vestiário, o Inter voltou igual, mas Gilson Maciel fez duas trocas, colocando os atacantes Welder e Rafael Pilões nos lugares de Cleiton e Neílson. Mas o primeiro momento de perigo foi uma recuada de Lara que quase pegou Roballo no contrapé.

Aos 13, Uendel avançou pela esquerda, venceu a defesa e chutou em cima do goleiro. Pouco depois, foi a vez de o São Paulo quase marcar. Fidelis aproveitou falha de Dourado, driblou Ernando e deu para Welder, que acionou Chico, mas a conclusão foi na rede por fora.

Depois de mais um susto, em chute de Leomir defendido por Danilo, o Inter chegou perto de ampliar. Uendel recebeu belo passe e deu para Brenner marcar, mas Henrique cortou um segundo antes.

Corajoso, o São Paulo teria empatado o jogo se Danilo não fizesse uma grande defesa em um lindo voleio de Fred Saraiva, que recém havia entrado, no ângulo. Depois deste lance, Zago trocou Nico por Valdívia e Brenner por Roberson. A cena se repetiu, com Fred Saraiva frente ao goleiro do Inter já nos acréscimos, quando o atacante avançou na pequena área e chutou firme. Danilo buscou com a ponta dos dedos, fazendo mais um milagre na partida.

Apesar das substituições e da pressão do time de Rio Grande até o último segundo de jogo, o placar ficou mesmo em 1 a 0.

Fonte: * ZHESPORTES

segunda-feira, 13 de março de 2017

Com pênalti inexistente e falta de futebol, Inter perde para o Juventude em Caxias

Lance que motivou o árbitro a marcar a penalidade gerou fortes reclamações dos jogadores colorados
Foto: Ricardo Duarte / Sport Club Internacional

Em uma partida que lembrou aqueles Juventude e Inter dos anos 1990 e do começo dos 2000, o time de Caxias do Sul foi superior ao de Antônio Carlos Zago — que voltou ao Alfredo Jaconi após treinar a equipe no ano passado —, dominou o jogo e chegou a ter um homem a mais em campo desde os 12 minutos do segundo tempo. A vitória do Juventude por 1 a 0, porém, ocorreu através de um erro do árbitro Diego Real, que marcou um pênalti inexistente aos 47 minutos do segundo tempo.

Devido às fortes chuvas do início da manhã, o gramado do Alfredo Jaconi ficou alagado — o túnel de acesso dos vestiários ao campo chegou a ter mais de 1m20cm de altura de água. No começo da tarde, com a boa drenagem e contando com o auxílio de bombas de sucção, o árbitro Diego Real confirmou a partida. O Inter até demonstrava algum interesse na transferência do jogo. Mas com a bola rolando, mesmo no gramado molhado, porém sem poças, o Juventude de Dal Pozzo começou em cima do Inter, como no final dos anos 90 e início dos 2000, quando o time de Caxias do Sul se tornou a "touca" colorada. Em menos de dois minutos, o Juventude já reclamava um pênalti de Ortiz em Caion e Danilo fez uma grande defesa em chute de Taiberson.

Sem D'Alessandro, suspenso, e com Alemão na lateral-direita, com Uendel na lateral-esquerda e com William (perdido) no meio-campo, o Inter foi menor do que vinha sendo. A primeira chance colorada surgiu aos 10 minutos, quando Uendel cruzou atrás da zaga e na cabeça de Brenner, mas o atacante concluiu para fora. Aos 12 minutos, Alemão saiu lesionado e foi substituído por Junio.


O Juventude seguia melhor em campo. E não demorou para que o Danilo Fernandes versão 2016 fizesse mais duas defesas exuberantes. Na primeira, em cabeceio à queima-roupa de Caion. Depois, em conclusão de Taiberson. Aos 29 minutos, o Inter voltou ao jogo. Charles bateu da entrada da área e Douglas fez boa defesa. Na cobrança de escanteio, Charles desviou de cabeça, Douglas conseguiu desviá-la e ela ainda raspou a trave antes de sair. Aos 38, foi a sorte quem salvou o Inter. Em cobrança de falta para a área do Inter, Caion atrapalhou Danilo, que não conseguiu cortar o cruzamento, mas a bola bateu na trave e, no rebote, Junio toca a bola com o braço. O árbitro não marcou o pênalti.

— Nosso problema está vindo da frente. Temos de combater lá no ataque. Estamos aceitando muito o time do Juventude — alertou o goleiro Danilo, no intervalo.

No segundo tempo, com Uendel na meia e William, na lateral-esquerda, o Inter tentou equilibrar a partida. Mas foi o Juventude quem seguiu em cima. Danilo salvou o Inter pela quarta vez, agora em chute de Taiberson. Em seguida, Paulão falhou, Caion cruzou na pequena área, Caprini errou e Bruno Ribeiro fez pior ainda: chutou para fora.

O jogo se complicou de vez para o Inter aos 12 minutos, quando Charles entrou por cima na perna de Pará e foi merecidamente expulso. Apesar da vantagem numérica do Juventude, quem cresceu na partida e quase marcou foi o Inter, quando Brenner bateu na saída de Douglas, mas o goleiro defendeu.

Aos 47 minutos, após cobrança de escanteio, um erro de Diego Real definiu o jogo. Sananduva cabeceou e a bola bateu no peito de Junio. O árbitro, porém, marcou pênalti. Tadeu bateu com perfeição e deu a vitória ao Juventude, por 1 a 0.

Inter e Juventude já têm outro encontro certo: dia 3 de junho, no Beira-Rio, pela quarta rodada da Série B.

Gauchão — 7ª rodada — 12/3/2017

JUVENTUDE (1)

Douglas; Vidal, Ruan, Wanderson e Pará; Fahel, Sananduva, Bruno Ribeiro e Taiberson (Murilo, 32'/2°); Caprini (Dieguinho, 35'/2°); Caion (Tadeu, 18'/2°). Técnico: Gilmar Dal Pozzo

INTER (0)

Danilo Fernandes; Alemão (Junio, 12'/1°), Léo Ortiz, Paulão e Uendel; Rodrigo Dourado, Charles, William e Roberson; Nico López (Carlos, 16'/2°) e Brenner (Valdívia, 33'/2°). Técnico: Antônio Carlos Zago

Gol: Tadeu (J), aos 52 minutos do segundo tempo.

Renda e público: não divulgados

Arbitragem: Diego Real, auxiliado por Rafael Alves e Leirson Martins

Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul

Próximo jogo
Copa do Brasil
Quarta-feira
Inter x Sampaio Corrêa
Beira-Rio
21h45min

Fonte: * ZH Esportes

quinta-feira, 9 de março de 2017

Com dois de Brenner, Inter goleia o Sampaio Corrêa e encaminha vaga na Copa do Brasil

Paulão e Nico López fizeram os outros dois gols colorados na vitória em São Luís

Foto: Ricardo Duarte / Internacional DVG

O Inter cruzou o país e goleou o Sampaio Corrêa por 4 a 1, no Estádio Castelão, pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Com a vitória no Maranhão, o Inter pode até mesmo perder por impensáveis 3 a 0 no próximo dia 15, no Beira-Rio, que estará classificado no torneio. Brenner, autor de dois gols, é o artilheiro da Copa do Brasil, com cinco gols. No domingo, o Inter voltará ao Gauchão. Sem D'Alessandro, suspenso, enfrentará o Juventude, em Caxias do Sul.

Contando com um vibrante Nico López, o Inter foi para cima do Sampaio Corrêa logo nos minutos iniciais da partida. D'Alessandro, Brenner, Nico, Iago, Alemão e até Anselmo surgiam constantemente na área do adversário. Porém, sem conclusões. Ainda que impetuosa, a equipe de Antônio Carlos Zago não concluía ao gol de Jean.

Rebaixado à Série C, o Sampaio oferecia pouco risco no ataque. Na única vez que chegaram com mais força, os donos da casa avançaram às costas de Alemão, mas Cleitinho errou constrangedoramente em bola — e o árbitro ainda anulou o lance, por impedimento.

Uma pancada de chuva deixou o gramado do Castelão ainda mais pesado. As poucos, o Inter pareceu sentir o desgaste do clássico Gre-Nal. Houve diversos momentos no primeiro tempo em que os jogadores não conseguiram recompor os setores — para defender e para atacar. Aos 34 minutos, chute e gol. D'Alessandro ajeitou a bola, em uma falta frontal, mas um tanto longe do gol e, em vez de chutar, passou para Nico López. O uruguaio bateu e o goleiro Jean defendeu. O rebote sobrou para Paulão, que venceu Jean e marcou o 1 a 0 — ainda que em posição de impedimento.

A sequência do primeiro tempo foi de ataque contra ataque. Os dois times se jogaram à frente como se estivessem em uma final de campeonato. Apesar dos esforços, quem teve a única chance de gol foi o Inter, em um chute de D'Alessandro, defendido por Jean.

— Foi um gol importante, que nos dá tranquilidade no primeiro tempo. O Sampaio vem impondo velocidade e contra-ataque. Consegui marcar na jogada ensaiada do Nico. Eu precisava desse gol. Todo jogador precisa de gols — comemorou Paulão, no intervalo.

O sonho maranhense de buscar o empate durou apenas quatro minutos e o tempo de D'Alessandro erguer a cabeça sobre alinha do meio-campo, enxergar Nico López correndo para a área, lançar o uruguaio e assistir ao camisa 7 driblar o goleiro e marcar o segundo gol colorado.

Aos 11 minutos, Hiltinho tentou invadir a área colorada e foi derrubado. Daniel Barros cobrou falta, venceu a péssima barreira do Inter e encontrou o canto direito, onde estava Danilo Fernandes, que apenas olhou a bola entrar — sem reação. O Sampaio se entusiasmou e foi para cima. Acabou goleado.

Aos 18 minutos, D'Alessandro cobrou escanteio, Paulão cabeceou da entrada da área e Brenner desviou para o gol. Dois minutos depois, Alemão bateu cruzado e Brenner desviou de novo para o gol: 4 a 1.

O Inter de Antônio Carlos Zago parece ter engrenado na temporada. Foi impositivo contra o Sampaio Corrêa e acabou goleando ao natural. A nova boa fase poderá ser confirmada nesse domingo, no clássico contra o Juventude.

Fonte: * ZH Esportes

segunda-feira, 6 de março de 2017

Em jogo movimentado, Grêmio e Inter empatam em 2 a 2 no Gre-Nal 412

Bolaños e Fernandinho marcaram para o time gremista, enquanto Roberson e Brenner fizeram os gols colorados


Foto: André Ávila / Agencia RBS


A chuvarada que desabou sobre a Capital, fechando um verão escaldante, não tirou a beleza e a emoção do maior clássico gaúcho. O primeiro Gre-Nal de 2017, válido pelo Gauchão e disputado na Arena, terminou empatado em 2 a 2 e foi rico em alternativas. Melhor na primeira etapa, o Grêmio foi surpreendido pela forte reação colorada no segundo tempo e precisou correr muito para empatar. Nos minutos finais, já com o desgaste do Inter, a equipe de Renato Portaluppi esteve mais perto da vitória, embora exposta aos contra-ataques.

Se fosse mais preciso nas conclusões, o Grêmio poderia ter finalizado a primeira etapa com mais de um gol. Mesmo com a proximidade da estreia na Libertadores, a equipe não deu qualquer sinal de preservação e marcou com energia. Curiosamente, foi o Inter quem passou a impressão de jogar sem a determinação que se exige em um clássico. Por isso, foi superado sem maior dificuldade.

Logo a quatro minutos, a primeira polêmica do jogo. Lançado por Bolaños, Pedro Rocha caiu dentro da área sem ser tocado por Paulão. Próximo, Leandro Vuaden foi bem ao não assinalar pênalti.


Bolaños fazia a diferença. Tornou-se imarcável com deslocamentos entre o meio e as laterais do gramado. Aos 10, em investida pela direita, ele deu chute rasteiro para defesa de Danilo. A supremacia do Grêmio também passava pela atuação de Luan, que confundia a marcação ao transitar do meio para os dois lados. E pela habitual vitalidade de Ramiro, que, aos 13 minutos, lançado por Luan, surgiu de surpresa, atrás dos zagueiros do Inter, mas não alcançou a bola.

Ao Inter, faltava profundidade. Wiliam, sem ritmo, tinha dificuldades para marcar e chegar à frente. As combinações pela esquerda, entre Carlinhos e Uendel, exitosas em outros jogos, desta vez eram tímidas. Carlos revelava dificuldades técnicas e Brenner era controlado por Geromel e Kannemann. D¿Alessandro, por sua vez, era mantido longe da área pela ação conjunta de Michel e Jailson.


No primeiro avanço colorado, a 19 minutos, D¿Alessandro cruzou da esquerda e Grohe pegou antes que os atacantes se mexessem. O vacilo do Inter a 20 minutos, em cruzamento de Dourado que William não conseguiu concluir, foi duramente castigado. No contra-ataque, feito em alta velocidade, Pedro Rocha fez passe na medida para Bolaños, que venceu Danilo com um chute forte. O gol sintetizava a supremacia do Grêmio. E o Inter ainda teve sorte em não levar o segundo pouco depois, em cruzamento de Bolaños que Michel cabeceou errado.


Em pânico, a zaga do Inter marcava mal, a ponto de ser repreendida por D¿Alessandro.

Mas a pressão seguiu. Aos 26, novo cruzamento de Bolaños e Marcelo Oliveira, de voleio, desperdiça.

A 33 minutos, William e Bolaños lembraram o conflito de um ano atrás e trocaram empurrões depois que o equatoriano sofreu falta de Léo Ortiz e, caído, teve a bola chutada em suas costas por Charles. Bolaños voltaria a deixar os torcedores do Grêmio em pé aos 39 minutos, ao tentar de bicicleta em passe de Léo Moura.

Só aos 40 minutos o Inter exigiu defesa de Grohe, em chute forte do lateral Carlinhos. Mas foi uma exceção no predomínio tricolor. Aos 44, nova saída errada do Inter e Bolaños assustou Danilo com chute rasteiro, que saiu para fora.


Antônio Carlos Zago percebeu a apatia do time e mudou bem no segundo tempo. Trocou os improdutivos Charles e Carlos por Roberson e Nico López e reenergizou a equipe. A reação foi fulminante e mudou o clima na Arena. A 10 minutos, depois de combinação com Nico López e Brenner, Roberson empatou. Aos 12, D¿Alessandro iniciou a jogada e Uendel lançou às costas de Geromel, onde estava Brenner, que venceu Grohe.


O Grêmio recorreu a Lucas Barrios, que quase fez de cabeça em seu primeiro lance. Sob chuva forte, a partida ganhou em ritmo e emoção. Renato precisava de um lance e trocou Michel por Fernandinho. E foi feliz. Em sua primeira participação, o atacante arrematou da direita e o chute, forte, entrou com a colaboração de Danilo Fernandes.

A sucessão de faltas e discussões truncou bastante o jogo daí em diante. O Grêmio atacava, mas se preocupava com as arrancadas de Nico López e Roberson. O Inter, satisfeito com a própria reação, tratava de controlar Bolaños, Fernandinho e Lucas Barrios. No fim, não houve motivos para que nenhum dos times reclamasse do resultado.

GAUCHÃO, 6ª RODADA, 4/3/2017

GRÊMIO

Marcelo Grohe; Léo Moura, Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Michel (Fernandinho, 22¿/2º) e Jailson (Lincoln, 37¿/2º); Ramiro, Bolaños e Pedro Rocha (Lucas Barrios, 14¿/2º); Luan

Técnico: Renato Portaluppi

INTER

Danilo Fernandes; William, Léo Ortiz, Paulão e Carlinhos; Dourado, Charles (Roberson,int), Uendel e D¿Alessandro; Carlos (Nico López, int) e Brenner (Anselmo, 24¿/2º)

Técnico: Antônio Carlos Zago

Gols: Bolaños (G), a 21 do primeiro tempo e Roberson (I), a 10, Brenner (I), a 12 e Fernandinho (G), a 23 do segundo

Cartões amarelos: Michel, Bolaños, Ramiro, Geromel (G), Léo Ortiz, Nico López, Anselmo, Paulão, D'Alessandro (I)

Arbitragem: Leandro Vuaden, auxiliado por Lúcio Beiesdorf Flor e José Calza

Renda: R$ 1.909.003,00

Público: 45.903(43.032 pagantes)

Local: Arena do Grêmio

Fonte: * ZH Esportes

quarta-feira, 1 de março de 2017

nter bate o Brasil-Pel e conquista primeira vitória no Gauchão

Gol de Roberson definiu o resultado no Beira-Rio
Foto: Bruno Alencastro / Agência RBS


O Inter, enfim, venceu pelo Gauchão. Contra o Brasil-Pel, teve uma boa atuação no primeiro tempo, diminuiu o ritmo no segundo e ganhou por 1 a 0, gol de Roberson. O resultado fez a equipe saltar para a quinta posição. No sábado, terá o Gre-Nal, na Arena.

Sem D'Alessandro, Antônio Carlos Zago lançou mão de Roberson, desta vez em uma posição mais recuada no ataque, atrás da dupla Nico López (que substituiu o suspenso Brenner) e Carlos. A outra novidade foi a presença de William no banco de reservas.

O lateral, reintegrado ao grupo na sexta-feira, foi vaiado quando teve o nome anunciado no telão do Beira-Rio.Nico López, com liberdade de movimentação, criou a primeira chance ao arriscar e ver Eduardo Martini espalmar. A cena se repetiu aos 12 minutos, quando Uendel fez um cruzamento na medida para Roberson concluir e o goleiro defender. Pouco depois, outra jogada tramada na esquerda terminou com uma má conclusão de Uendel, com o pé direito, para fora.

A insistência pelo lado esquerdo quase virou gol em finalização de Nico López quase na área pequena, e Martini fez outra grande defesa.Só o Inter atacava. Aos 27, Léo Ortiz fez um ótimo lançamento para a área, Carlos dividiu com Éder Sciola e a bola acertou a trave. O lance teve um fato curioso: na dividida, Carlos perdeu uma chuteira.

O goleiro xavante pegou-a e arremessou para a linha de fundo. Levou amarelo. Já com as duas chuteiras, Carlos recebeu e concluiu na rede pelo lado de fora.Tanta insistência deu resultado aos 36 minutos. Carlinhos cobrou escanteio curto para Nico, que girou e fez um cruzamento perfeito para Roberson, quase em cima da linha empurrar a bola para a rede, de peito.

Rogério Zimmermann mexeu em duas peças no intervalo: tirou Eder Sciola e Lenilson, colocou Wender e Juninho. Zago manteve o mesmo time.

No primeiro minuto, o primeiro lance ofensivo de perigo do time pelotense. Marcinho passou por Dourado e Ortiz, mas na hora de concluir, foi travado por Paulão, que recebeu entusiasmada salva de palmas.

O Brasil equilibrou o jogo e segurou o ímpeto do Inter, que só voltou a atacar com perigo aos 16 minutos. Cirilo errou a saída de bola, Nico recuperou, tabelou com Uendel mas chutou para fora.

Aos 21, Zago trocou Roberson por Valdivia. Que teve seu primeiro chute aos 24, após receber de Nico. Um minuto depois, foi a vez de Uendel arriscar, mas Martini espalmou. Aos 26, William foi chamado e entrou na vaga de Junio, na lateral.

Dali em diante, o Inter dominou as ações do jogo, mas não conseguiu ampliar o placar.

Fonte: *ZHESPORTES

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Inter vence Criciúma por 3 a 1 e garante liderança do grupo A na Primeira Liga

Colorado fechou primeira fase com 100% de aproveitamento


Foto: Ricardo Duarte,Inter / Divulgação

Em uma partida de reservas, o Inter venceu o Criciúma por 3 a 1 fora de casa, nesta quinta-feira, apenas um dia após vencer o Oeste pela Copa do Brasil, e garantiu a liderança da chave A e os 100% de aproveitamento na Primeira Liga. Assim, leva vantagem para as quartas de final, que serão disputadas em agosto: o jogo único será no Beira-Rio. O adversário colorado sairá de sorteio, após o fim da fase de grupos.

Na gurizada apresentada por Antônio Carlos Zago, estavam algumas figurinhas conhecidas. Por exemplo: lembram de Cláudio Winck, o filho do Sérgio e sobrinho do Luiz Carlos, que recebeu chances de Dunga, Abel e Diego Aguirre? Pois foi recolocado no time após dois anos afastado da equipe colorada. Foi também a noite de estreia de Neris, contratado do Santa Cruz no início do ano. Eduardo, Eduardo Henrique, Andrigo e Diego receberam nova chance. E os meninos Iago, Valdemir e André, os dois últimos destaques na Copa São Paulo, tiveram suas oportunidades.

Mas nenhum deles participou da primeira grande chance de gol, uma trapalhada digna de Primeira Liga, esse campeonato que ninguém quer disputar e que põe dois times que atuaram quarta a se enfrentar na quinta-feira. O lateral Chico recuou para o goleiro Eduardo, que não dominou. A bola passou por baixo de seu pé e bateu na trave, correu a linha e saiu.

Depois, a primeira chance do Criciúma saiu de um cruzamento da esquerda, que Flávio dominou e concluiu à direita de Marcelo Lomba. O mesmo Flávio perdeu a segunda oportunidade ao aparar de cabeça um cruzamento, mas sua finalização foi torta.

O Inter só voltou a perder gol aos 35 minutos. Iago fez um lançamento forte para a direita e encontrou Diego, que cruzou rasteiro para a área, onde estava o zagueiro Eduardo, que se atrapalhou e jogou para fora. Cinco minutos mais tarde, Andrigo recebeu pela esquerda e cruzou rasteiro, mas o centroavante André não alcançou. Então, pouco antes do intervalo, o Criciúma fez o gol. A bola rodou da esquerda para a direita com Matheusinho, que deu para Carlos Eduardo chutar no canto de Marcelo Lomba. A bola bateu na trave e voltou para Flávio encostar para as redes.

Zago preferiu manter o time para o segundo tempo, que começou sonolento. Só aos oito minutos a monotonia foi quebrada com um gol anulado. André estava em posição irregular e participou da ação que terminou com Eduardo cabeceando a bola para a rede. Aos 17, nova chance: Diego arrancou pela esquerda e cruzou rasteiro para trás, Iago entrava e passou-se um pouco da bola. Tentou consertar de letra, mas a bola ficou na mão do goleiro.

A situação melhorou para o Inter aos 21 minutos. Cláudio Winck fez bela jogada pela direita e foi derrubado por Nino. O zagueiro do Criciúma já tinha cartão amarelo e foi expulso. Com um a mais, tudo mudou. O empate veio após cobrança de escanteio de Andrigo. Cláudio Winck cabeceou, o goleiro fez milagre e o próprio Winck pegou o rebote: 1 a 1.

A virada saiu com Andrigo. O camisa 20 recebeu um lançamento de 50 metros pela direita, cortou o zagueiro e chutou com estilo e, de perna esquerda, marcou um golaço. O Inter ainda comemorava quando Diego partiu pela direita, entrou na frente do goleiro e fuzilou: 3 a 1.

Fonte: *ZHESPORTES

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Com dois de Brenner, Inter goleia o Oeste e avança na Copa do Brasil

Com vitória por 4 a 1, time de Zago enfrentará na terceira fase o vencedor de Sampaio Corrêa e Guarani-CE
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS


O Inter chega à terceira fase da Copa do Brasil com moral renovada. No Beira-Rio, o time gaúcho goleou o Oeste por 4 a 1 e avançou na competição nacional. Na próxima fase, enfrentará o vencedor de Sampaio Corrêa e Guarani-CE, que se enfrentam na semana que vem. Mas antes disso há dois novos compromissos: daqui a algumas horas visita o Criciúma pela Primeira Liga. No sábado, recebe o Brasil-Pel pelo Gauchão.


Antônio Carlos Zago surpreendeu: manteve Junio na lateral direita, lançou o zagueiro Léo Ortiz, devolveu Uendel aos titulares, como meia, e segurou Carlinhos no lado esquerdo. A equipe foi desenhada no 4-3-1-2, com Paulão na zaga, Dourado e Charles com Uendel na linha de três, D'Alessandro na criação, Brenner e Carlos como atacantes.


E a dupla funcionou antes do quinto minuto. Depois de levar um susto em jogada pela esquerda cortada para trás por Carlinhos, o lateral foi ao ataque e cruzou. Brenner ganhou do zagueiro, mas acertou o poste. Ele mesmo se antecipou a Carlos e fez seu quinto gol em 2017.

O jogo era relativamente perigoso, porque o Oeste incomodava em contra-ataques. Mas aos 14 minutos, o estreante Léo Ortiz brilhou. Foi dele um lançamento de 45 metros, na diagonal, da direita para a esquerda, que encontrou Carlos livre. O camisa 11 teve calma para driblar o adversário e deslocar o goleiro, 2 a 0. Enquanto isso, Antônio Carlos — e depois o resto do time — correu para abraçar e comemorar com sua aposta defensiva.


A vantagem deu tranquilidade ao Inter, que mandava no primeiro tempo. Marcando em cima, recuperou um passe errado na intermediária do Oeste e quase fez o terceiro em cruzamento de Charles salvo pela defesa a centímetros de Dourado.


O Oeste quase descontou em chute de Nathan que passou ao lado da trave. Em compensação, o Inter acertava tudo.


Aos 35, uma aula de ataque. Uendel começou a jogada fazendo um corta-luz que desmontou a defesa. Brenner devolveu ao lateral-meia que passou por dois, entregou de novo para Brenner pela esquerda. O centroavante teve calma, serviu Uendel que encontrou Charles na área pequena para aumentar o placar.


Charles deixou o dele mais uma vez
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

No segundo tempo, D'Alessandro foi substituído por Seijas. O capitão, no primeiro tempo, recebeu atendimento na coxa, mas ficou até o intervalo. E já na saída de jogo, a defesa colorada vazou. Em jogada pela esquerda, Tiago Adam antecipou Paulão e cabeceou no ângulo de Danilo, descontando.


Como aconteceu em outras vezes, o gol apagou o Inter. Léo Ortiz salvou um gol certo ao tirar a bola de cima. Na sequência, Danilo fez grande defesa.


Mas quando o Oeste ensaiava a pressão, Carlinhos achou Carlos. O atacante chutou, o goleiro Rodolfo defendeu, deu rebote e, na volta, os dois se enroscaram e o árbitro marcou pênalti. Brenner repetiu a tranquilidade e a categoria das outras cobranças: 4 a 1.


Dali em diante, o jogo esfriou. Fabinho voltou a jogar, sua estreia em 2017, no lugar de Charles.


Então começou um movimento curioso nas arquibancadas. A cada vez que Paulão tocava na bola, parte da torcida vaiava. Em resposta, outros aplaudiam. O coro dividido marcou a metade final da partida.

Fonte: *ZHESPORTES

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Inter sofre gol de empate nos acréscimos do Passo Fundo e segue sem vencer no Gauchão

Equipes ficaram no 2 a 2 no Vermelhão da Serra
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS 

A temporada 2016 ainda parece habitar o corpo do Inter. Um hospedeiro que insiste em fazer com que o clube siga passando por constantes constrangimentos. Depois de ser rebaixado no Campeonato Brasileiro, agora os colorados patinam no Estadual e já flertam com a zona de rebaixamento no Gauchão. Neste domingo, a campanha do Inter sofreu um novo golpe, no Vermelhão da Serra: empate em 2 a 2 com o Passo Fundo. Internamente, o trabalho de Antônio Carlos Zago começa a ser visto com alguma desconfiança.

Sem D'Alessandro, Klaus, Rodrigo Dourado e Uendel, todos poupados, o Inter seguiu a sua trajetória de tropeços no Gauchão. Logo aos 11 minutos, o time da casa marcou o gol. A bola aérea segue um grave defeito colorado — desde o ano passado. Xaro cobrou falta da esquerda, a bola sobrevoou toda a área do Inter e caiu às costas de Anselmo — que sequer fingiu saltar — e encontrou a cabeça do zagueiro Rodolfo Mól, sem chances para Danilo Fernandes.

A tentativa de reação do Inter se resumia a poucos lances coletivos, jogadores tentando resolver tudo de maneira individual, chutões para a frente e balões para a área. Muitos, à mancheia. Aos 26 minutos, o ex-gremista Saimon derrubou Brenner na área, mas o árbitro nada marcou.

Com um ataque ineficiente e sem articulação, o Inter não levava risco algum ao gol do Passo Fundo e deixava generosos espaços para o contra-ataque. Parecia o jogo sonhado pelos donos da casa: vantagem no placar, todo o time marcando em seu campo e chances de contragolpes.

Aos 35, Junio invadiu a área, passou por Xaro e foi ao chão. Antônio Carlos Zago reclamou pênalti, que não foi marcado. O final do primeiro tempo surgiu como um alívio para a torcida do Inter, que vaiou o time, no Vermelhão da Serra.

No segundo tempo, com Roberson no lugar de Anselmo, o Inter empatou logo a dois minutos. Junio cruzou na área, Roberson dominou e foi derrubado por Maicon. Pênalti. Brenner cobrou e fez o 1 a 1. O resultado empolgou os colorados, que passaram a investir na virada, mas sem conseguir uma forte pressão e ainda levando contra-ataques.


Aos 21, Brandão cabeceou na pequena área e Danilo salvou o Inter. Em seguida, Carlinhos foi à linha de fundo e cruzou na área. Sosa e Rodolfo Mól se atrapalharam ao saltar com Brenner e a bola sobrou para o centroavante bater e marcar o gol da virada.


Aos 33 minutos, após uma discussão e empurra-empurra entre os jogadores, Brenner e Xaro (até então os dois melhores jogadores em campo) foram expulsos.


Aos 47 minutos, o colapso da defesa colorada foi coroado com mais um bola de bola aérea. Saldanha cobrou falta (quase uma repetição do primeiro gol do Passo Fundo), e Eduardo Henrique, acossado por Saimon, cabeceou contra, encobriu Danilo Fernandes e empatou a partida. O 2 a 2 manteve o Inter em uma situação constrangedora no Campeonato Gaúcho.

Fonte: *ZHESPORTES